Concretagem do último segmento foi concluída no fim de junho, e fechamento central da estrutura está previsto para a primeira quinzena de julho, marcando um avanço na ligação entre os dois países
A construção da Ponte da Rota Bioceânica, que vai ligar Porto Murtinho a Carmelo Peralta, no Paraguai, entrou na fase final. A concretagem do último segmento da estrutura foi concluída nos dias 25 e 26 de junho, deixando a obra a apenas 21 metros de unir fisicamente Brasil e Paraguai sobre o rio Paraguai.
Segundo o Consórcio Binacional PYBRA, formado pelas empresas Paulitec, Cidade e Tecnoedil, o fechamento central da ponte está previsto para a primeira quinzena de julho. A etapa representará a ligação definitiva entre as duas margens da estrutura e abrirá caminho para a conclusão da superestrutura.
Com 1.294 metros de extensão e 20,10 metros de largura, a Ponte da Rota Bioceânica é uma das principais obras de infraestrutura da América do Sul. Após o fechamento central, os trabalhos seguirão com a execução das lajes superiores dos vãos laterais, a instalação dos contrapesos, o ajuste final dos estais e a conclusão das obras complementares.
Em nota, o consórcio informou que a construção segue dentro do cronograma previsto. Paralelamente, as equipes também realizam a instalação das barreiras de segurança para veículos e pedestres e a colocação dos últimos segmentos de concreto da estrutura.
Enquanto a ponte avança, o Paraguai executa as obras de acesso que vão conectá-la à Rota PY15, principal eixo da Rota Bioceânica no país. O trecho terá cerca de 3,8 quilômetros de pavimentação entre a ponte e a rodovia.
O acesso começará aproximadamente 4,5 quilômetros antes da área urbana de Carmelo Peralta. O trajeto seguirá por 2,6 quilômetros ao norte e, depois, por mais 1,2 quilômetro até a ponte. As intervenções incluem ainda serviços de dragagem, limpeza da área, drenagem e instalação de cercas.
A Ponte da Rota Bioceânica integra o corredor rodoviário internacional que conectará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. O projeto já recebeu cerca de R$ 500 milhões em investimentos e tem como objetivo criar uma nova rota para o transporte de cargas entre os oceanos Atlântico e Pacífico.
A expectativa é que o corredor reduza o tempo de transporte de mercadorias para mercados internacionais, especialmente na Ásia, por meio dos portos chilenos no Oceano Pacífico. Além de encurtar distâncias, a nova rota deverá fortalecer a integração entre os países participantes e impulsionar o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul e da região.
*Informações: G1e Imagem: Paulitec



















