Carregando…

Compartilhe

Setor de serviços lidera contratações; mulheres e jovens de 18 a 24 anos concentraram a maior parte dos novos postos de trabalho

O Brasil gerou 72.960 empregos formais em maio de 2026, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado é fruto de 2,20 milhões de admissões e 2,13 milhões de desligamentos registrados no período.

Com o desempenho de maio, o saldo acumulado de empregos com carteira assinada no país chegou a 767.326 vagas nos cinco primeiros meses do ano. O número representa um crescimento de 1,6% no estoque total de empregos formais em relação ao início de 2026.

No recorte dos últimos 12 meses, entre junho de 2025 e maio de 2026, foram criados 1,13 milhão de postos de trabalho com carteira assinada, mantendo o mercado de trabalho brasileiro em trajetória de expansão, embora em ritmo mais moderado do que o observado em alguns períodos pós-pandemia.

Serviços puxam geração de empregos

O setor de serviços voltou a ser o principal motor da criação de vagas no país. Sozinho, o segmento respondeu por 45.655 novos postos formais em maio, o equivalente a mais de 60% do saldo total registrado no mês.

Entre as atividades que mais contrataram estão os serviços de saúde humana e assistência social, responsáveis por 14.478 vagas, seguidos pelas atividades administrativas e serviços complementares, com 11.413 postos, e pelos setores de transporte, armazenagem e correios, que abriram 6.227 vagas.

A construção civil aparece em segundo lugar na geração de empregos, com saldo positivo de 12.096 postos. Também registraram crescimento a agropecuária, com 10.205 vagas, a indústria, com 4.974, e o comércio, que teve saldo praticamente estável, com apenas 40 novos empregos.

Sudeste concentra maior número de vagas

Quatro das cinco regiões brasileiras registraram saldo positivo na geração de empregos formais em maio.

O Sudeste liderou o ranking nacional, com 45.873 vagas criadas, impulsionado principalmente pelo desempenho de São Paulo e Rio de Janeiro. Em seguida aparecem o Nordeste, com 23.351 postos, o Norte, com 5.061, e o Centro-Oeste, com 2.016.

A única exceção foi a região Sul, que encerrou o mês com saldo negativo de 4.109 vagas.

Entre os estados, São Paulo registrou o maior volume de contratações, com 18.224 novos empregos formais. Na sequência aparecem Espírito Santo, com 9.532 vagas, e Rio de Janeiro, com 9.195.

Quando considerado o crescimento proporcional do emprego, o Espírito Santo liderou o país, com expansão de 1,02% no estoque de vagas formais. Acre (0,77%) e Piauí (0,53%) completam a lista dos melhores desempenhos relativos.

Mulheres e jovens lideram contratações

Os dados do Caged mostram que as mulheres foram maioria entre os trabalhadores que conquistaram novas vagas formais em maio.

Do total de empregos criados no período, 51.848 foram ocupados por mulheres, enquanto os homens responderam por um saldo de 21.112 postos.

A faixa etária entre 18 e 24 anos concentrou a maior parte das oportunidades, com saldo positivo de 71.900 vagas, reforçando a participação dos jovens no processo de expansão do mercado de trabalho.

No recorte por escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo apresentaram o melhor desempenho, com saldo de 60.509 empregos.

Salário médio sobe

O levantamento também aponta aumento no salário médio de admissão.

Em maio, o rendimento médio real dos trabalhadores contratados foi de R$ 2.384,10, valor 1,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, já descontada a inflação.

Entre os chamados trabalhadores típicos — aqueles contratados em modalidades tradicionais da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) — o salário médio de admissão chegou a R$ 2.428,13.

Já os trabalhadores classificados como não típicos tiveram remuneração média de R$ 2.055,88.

Economia ainda enfrenta desafios

Apesar dos números positivos, economistas observam que o mercado de trabalho continua enfrentando desafios relacionados à produtividade, qualificação profissional e geração de empregos de maior remuneração.

O desempenho dos próximos meses também deverá ser influenciado pelo ritmo da atividade econômica, pela evolução da inflação e pelos impactos dos juros sobre investimentos e consumo.

Ainda assim, o saldo acumulado de mais de 767 mil vagas formais nos primeiros cinco meses do ano reforça a manutenção de um cenário favorável para o emprego formal no país, especialmente nos setores ligados a serviços, construção civil e atividades voltadas ao mercado interno.

Com informações do Governo Federal

Os comentários a seguir não representam a opinião do Portal Total News

Deixe um comentário

Total News MS

AD BLOCKER DETECTED

Indicamos desabilitar qualquer tipo de AdBlocker

Please disable it to continue reading Total News MS.