Ex-senador terá Francisca Esmeralda Ajala como vice; federação também lança Sidney Vargas ao Senado e 34 candidatos a deputado federal e estadual
A eleição para o Governo de Mato Grosso do Sul ganhou oficialmente mais uma chapa. A Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade, aprovou a candidatura do ex-senador Delcídio do Amaral Gomez (PRD) ao Governo do Estado nas Eleições de 2026. A escolha foi registrada em ata da convenção estadual realizada em Campo Grande na quarta-feira (5).
Para a vice-governadoria, a federação indicou Francisca Esmeralda Ajala (PRD). O grupo também decidiu lançar Sidney Vargas de Oliveira como candidato ao Senado, tendo Valdevino Perroni como primeiro suplente e Laurindo Barbosa Carneiro como segundo suplente.
A chapa majoritária recebeu aprovação unânime dos convencionais, segundo a ata registrada na Justiça Eleitoral.
Com a decisão, Delcídio volta oficialmente à disputa pelo principal cargo do Estado depois de ter concorrido a deputado federal em 2022. Naquele ano, pelo PTB, ele recebeu 18.862 votos, mas não foi eleito.
Federação terá chapa própria e nome “MS de Todos”
Segundo a ata, a Federação Renovação Solidária decidiu disputar as eleições majoritárias em Mato Grosso do Sul de forma isolada, sob a denominação “MS de Todos”.
A decisão inclui candidaturas próprias para governador, vice-governador e senador, sem indicação de uma aliança majoritária com outras siglas neste momento.
A federação também aprovou a concessão de poderes à Comissão Provisória Estadual para fazer ajustes durante o processo eleitoral, incluindo eventual substituição ou complementação de candidaturas, preenchimento de vagas remanescentes e negociação de possíveis coligações majoritárias.
A possibilidade de mudanças, portanto, permanece aberta dentro dos limites previstos pela legislação eleitoral e pelo estatuto da federação.
Quem é Delcídio do Amaral
Delcídio do Amaral tem uma longa trajetória na política sul-mato-grossense. Ex-senador pelo Estado, ele voltou às urnas em 2022 como candidato a deputado federal pelo então PTB.
A candidatura de 2026 representa uma nova tentativa de retornar a um cargo majoritário em Mato Grosso do Sul. Antes de disputar a Câmara dos Deputados, Delcídio havia concorrido ao Governo do Estado em 2014, quando enfrentou o então governador Reinaldo Azambuja.
Em maio deste ano, antes da convenção, Delcídio já havia admitido a possibilidade de disputar novamente o governo. Na ocasião, afirmou que estava disposto a cumprir o papel definido pelo partido e que a decisão dependia da direção nacional do PRD.
A oficialização da candidatura ocorreu agora dentro da Federação Renovação Solidária.
Enquanto exercia o seu mandato como Senador em 2015, Delcídio se tornou o primeiro da história do Brasil a ser preso enquanto estava em atuação no Congresso Federal. Ele foi detido por atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. Em 2018, ele foi absolvido pela Justiça Federal em uma ação penal, no entanto foi condenado civilmente a pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 10 mil ao presidente Lula.
Em 2016, Delcídio do Amaral teve seu mandato cassado e desde então não assumiu nenhum cargo político.
Federação é formada por PRD e Solidariedade
A Federação Renovação Solidária foi criada oficialmente em 2025 e reúne o Partido da Renovação Democrática (PRD) e o Solidariedade. O Tribunal Superior Eleitoral aprovou a criação da federação em dezembro.
De acordo com o TSE, as duas legendas permanecem formalmente existentes, mas atuam de maneira conjunta dentro da federação. A entidade tem abrangência nacional e possui estatuto próprio registrado na Justiça Eleitoral.
A federação chega às eleições de 2026, portanto, com uma estratégia própria em Mato Grosso do Sul, lançando candidatos aos cargos majoritários e proporcionais.
Chapa terá nove candidatos a deputado federal
Além da disputa pelo governo e pelo Senado, a convenção aprovou uma nominata com nove candidatos a deputado federal.
São eles:
- Eleandra Pachuki
- Luciana Mendonça
- Rebeca Costa
- Adriano Lima
- Sabatel
- Giovani Zanata
- Jardelino Bahia
- Juvenal Ferreira
- Mauricio Picarelli
A lista reúne três mulheres e seis homens, conforme a ata apresentada à Justiça Eleitoral.
Entre os nomes está o ex-deputado estadual Maurício Picarelli, que retorna à disputa eleitoral. Picarelli foi deputado estadual por Mato Grosso do Sul por oito mandatos, entre 1987 e 2019, segundo registros públicos sobre sua trajetória política.
Para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, foram aprovados 25 candidatos.
Convenções terminaram nesta semana
A convenção da Federação Renovação Solidária ocorreu no último dia do prazo estabelecido pelo calendário eleitoral de 2026.
Segundo o TSE, partidos e federações puderam realizar convenções entre 20 de julho e 5 de agosto para escolher candidatos e deliberar sobre alianças.
A etapa seguinte é o registro das candidaturas. Os nomes escolhidos pelas legendas precisam ser apresentados à Justiça Eleitoral dentro do prazo previsto no calendário.
A partir das definições das convenções, começa também uma nova fase da corrida eleitoral, com as candidaturas oficialmente encaminhadas para análise da Justiça Eleitoral.
Disputa pelo governo ganha mais uma candidatura oficial
A entrada de Delcídio na corrida pelo Governo de Mato Grosso do Sul acrescenta um nome com trajetória política conhecida ao cenário eleitoral de 2026.
O ex-senador chega à disputa após ter passado pela Câmara dos Deputados em sua tentativa eleitoral mais recente e agora volta a concorrer a um cargo majoritário.
A estratégia definida pela Federação Renovação Solidária é apresentar uma chapa própria, sem aliança majoritária anunciada na ata, com Delcídio para governador, Francisca Esmeralda Ajala para vice e Sidney Vargas de Oliveira para o Senado.
Por enquanto, a própria ata deixa aberta a possibilidade de alterações e eventuais alianças, ao conceder poderes à direção estadual para deliberar sobre questões complementares durante o processo eleitoral.
A eleição de 2026 terá primeiro turno em 4 de outubro. Até lá, os partidos ainda terão de cumprir as etapas formais de registro e a campanha seguirá o calendário estabelecido pela Justiça Eleitoral.
Foto: Reprodução/Senado



















