Central de Atendimento à Mulher funciona 24 horas por dia e pode ser acionada por telefone, WhatsApp, e-mail e Libras; em casos de emergência, orientação é ligar para o 190
Criado em 2005, o Ligue 180 se consolidou como uma das principais portas de entrada para mulheres que sofrem violência e para pessoas que testemunham ou têm conhecimento de casos. O serviço oferece acolhimento, orientação sobre direitos, registro de denúncias e informações sobre a rede especializada de proteção.
A Central de Atendimento à Mulher completa 21 anos de funcionamento em 2026 e ganha destaque neste 7 de agosto, data que marca os 20 anos da Lei Maria da Penha, considerada um dos principais marcos legais brasileiros no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.
O atendimento do Ligue 180 é gratuito e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive feriados. Além da ligação telefônica, a Central pode ser acessada pelo WhatsApp, e-mail e por atendimento em Libras.
A ferramenta não é destinada apenas às vítimas. Familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho e outras pessoas que tenham conhecimento de uma situação de violência também podem procurar o serviço.
O que pode ser feito pelo Ligue 180
A Central atua principalmente como um canal de informação, acolhimento e encaminhamento dentro da rede de proteção às mulheres.
Entre os serviços oferecidos estão:
- registro de denúncias de violência contra a mulher;
- orientação sobre direitos e mecanismos de proteção;
- informações sobre delegacias, serviços de saúde, assistência social e outros equipamentos especializados;
- encaminhamento de denúncias aos órgãos responsáveis;
- acompanhamento da tramitação das denúncias;
- registro de reclamações, sugestões e elogios relacionados aos serviços da rede de atendimento.
O canal pode ser procurado tanto por mulheres que estejam vivendo uma situação de violência quanto por terceiros que tenham presenciado ou tomado conhecimento do caso.
O que acontece depois que uma denúncia é registrada
O atendimento é realizado por profissionais capacitadas e segue etapas destinadas a identificar a situação apresentada e direcioná-la para os serviços responsáveis.
No primeiro contato, é gerado um número de protocolo. Esse código permite que a pessoa acompanhe posteriormente a solicitação ou consulte informações sobre o andamento da denúncia.
Depois, a equipe registra os dados apresentados durante o atendimento. Quando há uma denúncia de violência, as informações passam por uma análise técnica antes de serem encaminhadas aos órgãos responsáveis pela apuração e, quando necessário, aos serviços especializados mais próximos da vítima.
O encaminhamento considera as características de cada situação e a necessidade de proteção da mulher.
Após o envio da denúncia, a Central acompanha sua tramitação junto aos órgãos competentes. O protocolo fornecido no início do atendimento é utilizado para consultar o andamento do caso.
Ligue 180 não substitui o atendimento de emergência
Apesar de ser um canal de proteção e orientação, o Ligue 180 não deve ser utilizado como substituto do atendimento policial em situações de emergência.
A diferença entre os dois serviços está principalmente na finalidade de cada canal.
O Ligue 180 oferece acolhimento, orientação, registro de denúncias e encaminhamento para a rede de proteção. Também fornece informações sobre os serviços disponíveis na região e acompanha a tramitação das denúncias.
Já o 190, da Polícia Militar, deve ser acionado quando a violência está acontecendo naquele momento ou quando existe risco imediato à integridade física da mulher, exigindo intervenção policial.
Em uma situação de emergência, portanto, a orientação é procurar o 190.
Canal também pode ser usado por testemunhas
Uma das características do Ligue 180 é permitir que a denúncia seja feita por qualquer pessoa que tenha conhecimento de uma situação de violência.
Isso inclui familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho ou testemunhas.
A possibilidade é especialmente importante em casos de violência doméstica, que muitas vezes acontecem dentro de ambientes privados e podem permanecer ocultos por longos períodos.
A denúncia feita por terceiros pode contribuir para que uma situação de violência chegue ao conhecimento da rede de proteção e dos órgãos responsáveis.
Quais são os canais de atendimento
A Central oferece diferentes formas de contato para ampliar o acesso ao serviço.
Telefone: 180, com ligação gratuita
WhatsApp: (61) 9610-0180
E-mail: [email protected]
Libras: atendimento disponível para ampliar o acesso de mulheres surdas à Central.
O serviço funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, incluindo sábados, domingos e feriados.
Lei Maria da Penha completa 20 anos
O funcionamento do Ligue 180 está diretamente relacionado à ampliação das políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher no país.
Sancionada em 7 de agosto de 2006, a Lei Maria da Penha estabeleceu mecanismos para prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra a mulher, além de criar medidas de proteção e estabelecer responsabilidades para o poder público.
A legislação leva o nome de Maria da Penha Maia Fernandes, mulher que sofreu violência doméstica e se tornou símbolo da luta contra a violência de gênero no Brasil.
Ao longo de duas décadas, a legislação passou por mudanças e passou a integrar uma estrutura mais ampla de proteção, que envolve serviços policiais, judiciais, de saúde, assistência social e atendimento especializado.
Nesse cenário, o Ligue 180 funciona como um dos canais que conectam mulheres e população à rede de proteção.
Violência pode ser denunciada mesmo sem agressão física
A violência contra a mulher não se resume à agressão física. A legislação brasileira reconhece diferentes formas de violência, que podem ocorrer de maneira isolada ou simultânea.
A violência física envolve ações que causam dano ou sofrimento ao corpo.
A violência psicológica inclui comportamentos que provocam dano emocional, diminuem a autoestima ou buscam controlar as ações e decisões da mulher.
A violência sexual envolve situações em que a mulher é constrangida ou obrigada a participar de atos de natureza sexual contra sua vontade.
Também são reconhecidas as violências patrimonial e moral, que podem envolver destruição ou retenção de bens, documentos e recursos financeiros, além de situações de calúnia, difamação ou injúria.
Por isso, a busca pelo Ligue 180 não depende necessariamente de uma agressão física ter ocorrido.
Serviço
Ligue 180 — Central de Atendimento à Mulher
Telefone: 180
Atendimento: 24 horas, todos os dias
WhatsApp: (61) 9610-0180
E-mail: [email protected]
Libras: atendimento disponível
Em caso de emergência ou violência acontecendo naquele momento: ligue 190, da Polícia Militar.
Com informações e imagem do Governo Federal



















