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O contrato para o início das obras do primeiro condomínio sustentável do Brasil foi assinado nesta quarta-feira (26) pelo governador Eduardo Riedel (PSDB) e pela prefeita Adriane Lopes (PP). O empreendimento contará com 164 moradias destinadas a famílias cadastradas na Agência Municipal de Habitação (Emha) e com renda de até três salários mínimos.

O projeto faz parte dos investimentos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), por meio do programa Minha Casa, Minha Vida. A iniciativa foi proposta pela Prefeitura de Campo Grande, em parceria com o governo federal e com apoio do governo de Mato Grosso do Sul. A construção será no bairro Paulo Coelho Machado, na Avenida dos Cafezais.

O governo estadual investirá R$ 80 mil por unidade habitacional, totalizando R$ 14 milhões. Já o terreno, avaliado em R$ 4,5 milhões, foi doado pela prefeitura. O investimento total no projeto será de R$ 39,8 milhões.

A prefeita Adriane Lopes destacou a importância da parceria para a habitação na capital. “Esse projeto atende a região do Anhanduizinho, que tem mais de 200 mil moradores e enfrenta grande vulnerabilidade social. Essa é a terceira parceria firmada na área habitacional. Há uma demanda reprimida há décadas, e a área escolhida já conta com infraestrutura adequada, como asfalto, escolas, creches e equipamentos esportivos”, afirmou.

O condomínio terá placas solares, sistema de reaproveitamento de água da chuva e um modelo inovador sem muros entre as unidades habitacionais. O projeto prevê ainda a construção de 15 lojas, cujos aluguéis gerarão renda para a manutenção do empreendimento.

O governador Eduardo Riedel ressaltou o caráter inovador do projeto. “Será um condomínio sustentável, com benefícios não apenas ambientais, mas também econômicos e sociais. As placas solares reduzirão o custo da energia, e a renda gerada pelas lojas ajudará na manutenção. Esse investimento tem um único objetivo: atender as pessoas que mais precisam”, afirmou.

Para o diretor da Emha, Claudio Marques, a iniciativa representa um marco na habitação do município. “Esse projeto traz um novo conceito habitacional. A sustentabilidade, com placas para geração de energia solar e captação da água da chuva, além das salas comerciais que ajudarão no custeio da manutenção, fazem deste empreendimento um modelo inovador”, disse.

A iniciativa integra um concurso público que selecionou cidades aptas a receber projetos habitacionais sustentáveis. As obras começarão imediatamente e devem ser concluídas em 18 meses.

  • Foto de capa: Reprodução/Governo do Estado

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