Audiência está marcada para as 14h na 1ª Vara do Tribunal do Júri e também inclui testemunhas de defesa
O ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal deve prestar, pela primeira vez, depoimento à Justiça na tarde desta quarta-feira (27), no processo em que é acusado de matar o servidor público Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, em março deste ano, no Jardim dos Estados, em Campo Grande.
A audiência está marcada para as 14h, na 1ª Vara do Tribunal do Júri, e também prevê a oitiva das testemunhas apresentadas pela defesa. Bernal responde pelos crimes de homicídio doloso, porte ilegal de arma de fogo e violação de domicílio.
Na terça-feira (26), primeiro dia de audiências do caso, foram ouvidas testemunhas de acusação, entre elas o chaveiro apontado como principal testemunha do processo. A fase de instrução antecede a decisão judicial sobre a pronúncia do ex-prefeito, que poderá levá-lo a júri popular.
O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida também autorizou que a esposa e os filhos da vítima atuem como assistentes de acusação na ação penal.
Roberto Mazzini, fiscal tributário da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso do Sul, morreu após ser atingido por disparos de arma de fogo no dia 24 de março, em um imóvel localizado no Jardim dos Estados. Segundo a investigação, ele havia adquirido a residência em leilão e estava na fase final de transferência em cartório.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a vítima foi atingida por dois tiros, com três perfurações. Ela chegou a ser reanimada, mas morreu no local.
O caso foi registrado pela Polícia Civil como homicídio qualificado, com as circunstâncias de “traição, emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido”.
Bernal afirmou à polícia que foi até o imóvel após ser alertado por uma empresa de segurança e encontrou pessoas tentando entrar na casa.
“Chegando lá, encontrei um carro estacionado na garagem, impedindo o meu acesso. O portão estava aberto, arrombado, e havia pessoas tentando forçar a entrada na casa”, declarou em depoimento.
A defesa sustenta que o ex-prefeito agiu em legítima defesa e nega intenção de matar. “Ele não atirou pra matar”, afirmou a defesa.
O Ministério Público Estadual, por outro lado, sustenta que Bernal já não tinha a posse do imóvel, arrematado por Mazzini em leilão após atraso no pagamento do financiamento.




















