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Tem profissional que entra em uma reunião precisando explicar quem é, o que faz, quais resultados já teve e por que deveria ser considerado para aquela oportunidade. E tem profissional cujo nome chega antes, as pessoas já ouviram falar, já acompanharam alguma ideia, já receberam uma indicação ou já associam aquele nome a determinada competência.

Essa diferença diz muito sobre autoridade, afinal quando um nome começa a carregar confiança, reputação e reconhecimento, ele passa a ter valor econômico.

Durante muito tempo, a marca pessoal foi tratada como uma questão de imagem ou presença digital e até hoje, para muita gente ela é quase sinônimo de postar no Instagram, gravar vídeos e manter uma frequência de conteúdo, entretanto esse pensamento reduz o poder do impacto que a construção do nome tem no negócio.

Um empresário conhecido por uma competência específica encontra menos resistência para abrir uma conversa do que alguém não conhecido, um especialista que já construiu credibilidade não precisa começar toda negociação apresentando currículo e um fundador com uma boa reputação consegue levar parte dessa confiança para novos projetos e isso acontece porque todos eles aprenderam a usar o seu capital de liderança.

E aqui não estamos falando de fama e nem necessariamente de uma audiência enorme, mas do valor que o mercado atribui ao seu nome a partir daquilo que conhece sobre você e que começa na construção de um posicionamento intencional e estratégico.

Vejo muitos profissionais indo direto para a comunicação sem ter clareza do que estão tentando construir, contratam alguém para fazer as redes sociais, definem uma quantidade de posts por semana, começam a gravar vídeos e, depois de meses, continuam sem uma associação clara. 

Isso, é o que costumo chamar de panfletagem digital; existe conteúdo, existe frequência, às vezes até existe alcance, mas não existe uma direção suficientemente clara para que o mercado entenda quem é aquela pessoa e por que deveria ser lembrada.

Por isso, antes de pensar no que publicar, começamos com a essência e o propósito da marca, respondendo perguntas simples, porém, extremamente profundas: 

  • Quem é você profissionalmente hoje? 
  • O que a sua trajetória explica sobre a forma como trabalha? 
  • Quais experiências realmente contribuíram para o repertório que possui? 
  • Que assunto você consegue discutir a partir de uma vivência que não veio apenas de livros ou cursos? 
  • E, principalmente, qual percepção gostaria que alguém tivesse ao ouvir o seu nome?

É daqui que uma marca pessoal começa a ganhar relevância e consistência, afinal a base precisa vir da própria pessoa e da sua trajetória, é nessa base que estão os melhores elementos de diferenciação.

Uma experiência de anos em determinado mercado, uma decisão difícil, uma mudança de carreira, um projeto que deu errado, um resultado relevante ou até uma situação pessoal que mudou sua forma de liderar podem explicar muito melhor uma competência do que simplesmente dizer que você é especialista em alguma coisa.

Só que história também precisa de critério, não é porque algo aconteceu na sua vida que precisa virar conteúdo. A pergunta é se aquela história ajuda o outro a compreender melhor quem você é hoje e de onde vem a sua maneira de pensar.

Esse ponto, inclusive, conversa muito com a minha formação no Direito, como uma boa advogada, eu continuo acreditando muito no poder da prova. Se uma marca diz que é excelente, onde isso aparece? Se um profissional se apresenta como referência, quais elementos da trajetória confirmam essa afirmação? Se existe resultado, ele pode ser demonstrado?

No digital, onde todo mundo pode escrever praticamente qualquer coisa na própria bio, a prova ganhou ainda mais valor. É a combinação dessas coisas ao longo do tempo que faz um nome deixar de ser apenas um nome.

As pessoas começam a lembrar de você em conversas nas quais você não estava. Alguém encaminha seu perfil para outra pessoa, um cliente chega dizendo que já acompanha seu trabalho e um convite aparece porque alguém citou você em uma reunião.

A autoridade precisa trabalhar por você antes da sua presença e é justamente por isso que eu não consigo tratar posicionamento apenas como marketing, estamos falando de construção de negócio.

Antes de pensar em aparecer mais, viralizar ou aumentar o número de seguidores, entenda o que você quer fazer chegar antes de você, porque seu nome já circula no mercado, a grande questão é, o que ele fala quando você não está na sala?

Os artigos publicados são de responsabilidade dos colunistas e não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Total News

Foto de Letícia Ribeiro

Letícia Ribeiro

Estrategista de Crescimento de Negócios, fundadora e CEO da BPM Group, especialista em transformar negócios em marcas fortes, lucrativas e preparadas para escalar. Com sólida experiência em gestão, branding e estratégia de expansão, ajuda negócios a unirem estrutura, lucro e percepção de valor, através de métodos próprios como a Arquitetura de Autoridade e a Engrenagem Lucrativa. | @aleticiaribeiiro

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