Setor movimentou US$ 4,68 bilhões de janeiro a julho e respondeu por 65% da receita de exportações do estado
As exportações de produtos industriais de Mato Grosso do Sul alcançaram US$ 4,68 bilhões entre janeiro e julho de 2026, segundo levantamento do Observatório da Indústria da Fiems. O resultado é o maior já registrado para os primeiros sete meses do ano na série histórica.
Somente em julho, a indústria exportou US$ 850,5 milhões, também o maior valor para o mês desde o início da série. O resultado representa alta de 29% em relação a julho de 2025.
No acumulado de 2026, os produtos industriais responderam por 65% da receita total das exportações de Mato Grosso do Sul, mantendo o setor como principal componente do comércio exterior do estado.
Entre os grupos industriais, celulose e papel lideraram as vendas externas, com US$ 1,83 bilhão, o equivalente a 39% das exportações da indústria. Na sequência aparece o complexo frigorífico, com US$ 1,69 bilhão, participação de 36%.
As exportações de óleos vegetais e demais produtos de sua extração somaram US$ 517 milhões, enquanto açúcar e álcool movimentaram US$ 209,1 milhões. O grupo extrativo mineral registrou US$ 136,7 milhões, seguido por siderurgia, metalurgia e metalmecânica, com US$ 115,7 milhões.
Também aparecem no levantamento couros e peles, com US$ 46,1 milhões; alimentos e bebidas, com US$ 38,4 milhões; e demais produtos industriais, com US$ 85 milhões.
China é principal destino
A China foi o principal mercado para os produtos industrializados de Mato Grosso do Sul entre janeiro e julho, com compras de US$ 1,63 bilhão.
Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com US$ 453,5 milhões, seguidos por Países Baixos (Holanda), com US$ 270,5 milhões, e Itália, com US$ 259,5 milhões.
Também estão entre os principais compradores Turquia, com US$ 149,9 milhões; Índia, com US$ 130,9 milhões; Chile, com US$ 122 milhões; Argentina, com US$ 108,9 milhões; Uruguai, com US$ 96,9 milhões; e Arábia Saudita, com US$ 79,1 milhões.
Celulose e carne concentram exportações
Dentro do grupo de celulose e papel, 99,3% das exportações foram de pastas químicas de madeira.
No complexo frigorífico, as carnes desossadas congeladas de bovino representaram 61% das exportações do grupo. As carnes desossadas refrigeradas de bovino responderam por 17%, enquanto coxas com sobrecoxas de frango desossadas e congeladas representaram 4%.
Entre os óleos vegetais e produtos derivados, os bagaços e resíduos da extração do óleo de soja tiveram participação de 43%, seguidos pelo óleo bruto de soja, com 24%, e pelas farinhas e pellets da extração do óleo de soja, com 21%.
No grupo de açúcar e álcool, outros açúcares de cana concentraram 80% das exportações, enquanto o álcool etílico com teor de água inferior a 1% respondeu por 9%.
Os dados têm como fonte o MDIC Comex Stat, com acesso em 11 de agosto de 2026, e foram compilados pelo Observatório da Indústria da Fiems.




















