Esta semana é propícia para refletirmos sobre o significado de nossas escolhas e a que destino elas poderão nos levar, tanto como pessoas quanto como uma nação.
O termo “escolha” nos remete à liberdade, à consciência e à responsabilidade. Vale lembrar que a liberdade nos traz responsabilidades, sendo totalmente oposta à libertinagem. E, a escolha consciente é pautada numa decisão atenta aos valores e princípios que defendemos. Ela não é motivada pelo “calor do momento”, pelo impulso ou no “piloto automático”.
Já o termo “destino” nos remete às consequências que nossas decisões podem produzir em nossas vidas e em nossa sociedade.
Portanto, nenhuma escolha é isenta. Quando escolhemos um caminho significa que estamos dispostos a abrir mão, de outro caminho. E, toda decisão traz consigo três pontos importantes para pensarmos: o custo da oportunidade (o valor ou a experiência que abrimos mão ao escolher); consequências (toda escolha gera desdobramentos futuros, sejam eles positivos ou negativos) e, a neutralidade: o fato de “não escolher” ou se manter neutro, também, é um ato de escolha que, também, gera um impacto pessoal e social.
A questão que precisamos responder com responsabilidade é: a que destino as nossas escolhas pessoais e eleitorais, nos últimos pleitos, estarão a nos conduzir nos próximos anos e décadas?
Numa sociedade democrática, a liberdade de escolha é um direito fundamental. Entretanto, exercer a liberdade com responsabilidade vai muito além da possibilidade de decidir. Requer conhecimento. Eu costumo dizer que “o conhecimento nos liberta de muitas amarras”; discernimento: enxergar e discernir entre o certo e o errado; equilíbrio: inteligência emocional e, disposição para analisar a realidade dos fatos mesmo que estes contrariem as nossas próprias convicções.
Afinal, cada escolha – de alguma forma – revela nossas prioridades, nossas crenças, nossas verdades e a forma como interpretamos a realidade.
Sendo assim, a capacidade de fazermos escolhas “inteligentes” numa sociedade, está intimamente ligada à qualidade da educação oferecida a seus cidadãos, à formação de valores e princípios os quais considero inegociáveis e à capacidade de ler e interpretar a realidade de maneira consciente e responsável.
Educar é dever da família em parceria com a escola, indo muito além de livros e conteúdo. É formar cidadãos capazes de pensar, argumentar, questionar e reconhecer as diferentes perspectivas e as consequências de suas decisões. É desenvolver a responsabilidade, a autonomia intelectual e moral de forma que nenhum cidadão fique submisso a seguir opinião de grupos, lideranças ou multidões.
Por esta razão, a leitura deve ocupar um espaço “de privilégio” na formação de todo cidadão. Isso amplia o repertório intelectual possibilitando melhor raciocínio e argumentação diante de opiniões e fatos, possibilitando a identificação de contradições. Quando uma nação valoriza e investe no conhecimento, ela cria condições para a construção de soluções coletivas, participativas e democráticas, no real sentido da palavra.
O futuro de uma nação começa a ser construído quando seu povo aprende a ler os acontecimentos e opiniões sem “paixões”. Quando aprendem a discernir fatos de aparências e compreendem que toda liberdade com responsabilidade caminha lado a lado com princípios, valores, ética e consequências.
A pergunta que fica para a nossa reflexão é: como estamos educando aqueles que devem aprender a escolher os próximos governantes de nossa nação?












