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Dados da Sanesul apontam avanço da rede em municípios do estado; Sonora mais que quadruplicou o índice em um mês, enquanto outras cidades já superam 99%

Mato Grosso do Sul alcançou 81,12% de cobertura de esgotamento sanitário nas localidades atendidas pela Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) e busca antecipar o cumprimento das metas nacionais de universalização do serviço, previstas para 2033. O avanço é atribuído à ampliação das redes coletoras, à construção de estações de tratamento e aos investimentos realizados por meio de uma parceria público-privada entre o governo estadual e a Ambiental MS Pantanal.

Segundo levantamento divulgado pela Sanesul nesta quinta-feira (15), 13 municípios já apresentam cobertura de esgoto de 99%. O resultado, porém, não significa que todo o estado tenha alcançado esse patamar. O índice de 81,12% considera as localidades atendidas pela empresa, e a cobertura varia entre os municípios.

O Novo Marco Legal do Saneamento estabelece como meta nacional atender 90% da população com coleta e tratamento de esgoto até 2033. Para Mato Grosso do Sul, alcançar esse percentual antes do prazo depende da continuidade das obras e da ampliação dos serviços nas áreas ainda não atendidas.

O governador Eduardo Riedel (PP) afirmou que o estado pretende se tornar o primeiro do país a antecipar a universalização do saneamento básico. Segundo ele, o resultado depende de uma política de investimentos mantida ao longo dos anos.

“Saneamento é saúde, bem-estar e qualidade de vida à população. Tenho orgulho em dizer que Mato Grosso do Sul vai ser o primeiro estado do Brasil a universalizar o saneamento básico”, declarou.

Municípios superam 99% de cobertura

Entre as localidades com índice de 99% de cobertura estão Bataguassu, Brasilândia, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Selvíria, Três Lagoas, Alcinópolis, Caracol, Japorã, Jateí, Inocência, Paranaíba e Bonito.

Outros municípios também apresentam índices elevados. Nova Andradina registra 98,26%, seguida por Dois Irmãos do Buriti, com 97,16%; Chapadão do Sul, com 96,91%; Figueirão, com 95,13%; e Bodoquena, com 93,32%.

Os números mostram diferenças importantes entre as cidades e indicam que a expansão da rede continua sendo necessária para aproximar o Estado da meta de atendimento prevista na legislação federal.

Sonora avança de 10% para 44% em um mês

O levantamento também aponta avanços expressivos em municípios que recebem obras de expansão da infraestrutura sanitária.

Em Sonora, a cobertura passou de 10,02% em agosto para 44,07% em setembro. O índice mais que quadruplicou no período, com aumento de 34,05 pontos percentuais.

Caarapó também registrou crescimento, passando de 75,50% para 82,47%, avanço de 6,97 pontos percentuais. Em Corumbá, a cobertura chegou a 80,10%, enquanto Sidrolândia alcançou 87,27%.

Os resultados reforçam a importância das obras para ampliar o acesso ao serviço, embora os percentuais, isoladamente, não permitam avaliar quantas pessoas foram efetivamente atendidas em cada município. Para isso, também são necessários dados sobre a população beneficiada e a extensão das redes implantadas.

Parceria concentra investimentos

A expansão do esgotamento sanitário ocorre por meio de investimentos em redes coletoras, estações de tratamento, estações elevatórias e melhorias nos sistemas existentes.

Parte das intervenções é realizada no âmbito da parceria público-privada entre a Sanesul e a Ambiental MS Pantanal, estruturada para acelerar a implantação da infraestrutura sanitária nas localidades atendidas pela estatal.

Segundo o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, a evolução dos indicadores está relacionada à continuidade dos investimentos e ao planejamento das obras.

A ampliação da coleta e do tratamento de esgoto é considerada uma medida importante para reduzir a contaminação do solo e dos recursos hídricos, além de contribuir para a prevenção de doenças e para a melhoria das condições sanitárias.

Apesar do avanço, a meta de universalização exige que o Estado mantenha o ritmo de implantação da infraestrutura e amplie o atendimento nos municípios com índices mais baixos.

O percentual estadual de 81,12% representa um avanço em direção ao objetivo estabelecido pelo marco legal, mas ainda está abaixo dos 90% previstos para 2033. A antecipação da meta dependerá da conclusão das obras em andamento e da capacidade de levar o serviço às áreas que ainda não contam com coleta e tratamento de esgoto.

Com informações e imagem do Governo de Mato Grosso do Sul

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