Movimentações partidárias, busca por alianças e estratégia de reeleição de Eduardo Riedel começam a desenhar a disputa pelo comando do estado
As articulações para a eleição ao Governo de Mato Grosso do Sul já movimentam os bastidores da política estadual. Embora as candidaturas ainda dependam das convenções partidárias, pelo menos seis nomes aparecem como pré-candidatos e trabalham para ampliar apoios e consolidar espaço no cenário eleitoral.
Entre eles está o governador Eduardo Riedel (PP), que deve disputar a reeleição. A mudança de partido, com a saída do PSDB e filiação ao Progressistas, faz parte de um movimento mais amplo de lideranças sul-mato-grossenses e busca fortalecer a base política que sustenta a atual gestão.
No campo da esquerda, o ex-deputado federal Fábio Trad (PT) é apontado como principal nome da legenda para a disputa. Após deixar o PSD, Trad passou a integrar o Partido dos Trabalhadores e busca consolidar apoios entre partidos alinhados ao governo federal. A estratégia inclui ampliar a presença no interior do estado e fortalecer pautas voltadas ao desenvolvimento social.
Pelo Novo, o deputado estadual João Henrique Catan também se apresenta como pré-candidato. Depois de deixar o PL, ele passou a atuar na construção de uma frente ligada à nova sigla, mantendo discurso voltado ao liberalismo econômico e à redução da participação do estado. Nos últimos meses, tem concentrado sua atuação em pautas fiscais e críticas à gestão pública.
Outro nome colocado na disputa é o do economista Renato Gomes, do Democracia Cristã (DC). Ele aposta em uma candidatura baseada na defesa da gestão técnica e em propostas relacionadas à ética na política. Sem uma estrutura partidária ampla, trabalha para ampliar a visibilidade junto ao eleitorado e fortalecer apoios regionais.
Jeferson Bezerra, do Agir, também se coloca como pré-candidato. A proposta é construir uma alternativa aos principais grupos políticos do Estado, com aproximação de lideranças comunitárias e segmentos populares. A consolidação de alianças mais amplas, porém, ainda é vista como um dos principais desafios para o projeto eleitoral.
Pelo PSOL, o nome apresentado é o de Lucien Rezende. A legenda trabalha com a possibilidade de candidatura própria, defendendo pautas sociais, ambientais e de direitos humanos. O partido busca se diferenciar tanto da direita quanto do PT, embora não descarte composições em um eventual segundo turno.
Cenário segue aberto
Apesar das pré-candidaturas já colocadas, o cenário eleitoral ainda está em formação. Alianças, desistências e novas composições podem ocorrer até o período das convenções partidárias, quando os nomes serão oficializados pelas legendas.
As convenções para as eleições deste ano ocorrerão entre 20 de julho e 5 de agosto. Até lá, partidos e lideranças políticas seguem em negociação para definir apoios e fortalecer os projetos eleitorais que disputarão o comando de Mato Grosso do Sul.




















