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Câmara terá 311 parlamentares reeleitos em 2027, enquanto renovação cai para 33,72%; em Mato Grosso do Sul, cinco dos oito eleitos conseguiram novo mandato

A Câmara dos Deputados terá a maior proporção de parlamentares reeleitos desde a redemocratização do Brasil. Nas eleições de 2026, 311 dos 513 deputados eleitos foram reeleitos, o equivalente a 60,62% da Casa, segundo levantamento da Secretaria-Geral da Mesa divulgado pela Câmara dos Deputados em 14 de outubro. No sentido oposto, a renovação ficou em 33,72%, o menor índice da série histórica iniciada em 1986.

O resultado indica que a maioria dos integrantes da próxima legislatura já teve experiência recente na Câmara. O percentual de reeleição superou os registros das eleições anteriores desde a Assembleia Nacional Constituinte, em 1986, enquanto a parcela de novos deputados, aqueles que nunca exerceram mandato federal, atingiu o menor patamar do período.

Além dos reeleitos e dos estreantes, a composição eleita inclui 29 ex-deputados que voltam à Casa após terem exercido mandatos em legislaturas anteriores. Esse grupo representa 5,65% dos integrantes da Câmara.

Os números foram recalculados pela Secretaria-Geral da Mesa para manter o mesmo critério utilizado nas eleições anteriores. Na primeira divulgação, feita no dia seguinte ao pleito, a Câmara havia considerado reeleitos apenas os parlamentares que assumiram como titulares durante a legislatura atual.

A revisão passou a incluir também deputados que exerceram o mandato temporariamente como suplentes e que foram eleitos em 2026. Com essa mudança, o total de reeleitos chegou a 311.

Cinco deputados de MS garantem novo mandato

Em Mato Grosso do Sul, cinco dos oito deputados federais eleitos em 4 de outubro conseguiram a reeleição. São eles Camila Jara (PT), Marcos Pollon (PL), Rodolfo Nogueira (PL), Beto Pereira (Republicanos) e Dagoberto Nogueira (PP). Os dados foram divulgados após a totalização dos votos no estado.

Camila Jara foi a mais votada para a Câmara no estado, com 154.157 votos. Marcos Pollon recebeu 140.129 votos, seguido por Rose Modesto (União Brasil), que obteve 124.409. Apesar de ter sido a terceira mais votada, Rose não entra na lista de reeleitos segundo o critério da Câmara, pois não exerceu mandato federal na legislatura atual.

Rodolfo Nogueira foi eleito com 103.303 votos, enquanto Beto Pereira recebeu 77.485. Dagoberto Nogueira completou a lista dos reeleitos, com 56.217 votos.

As outras três eleitas para representar Mato Grosso do Sul na Câmara a partir de 1º de fevereiro de 2027 são Rose Modesto, Mara Caseiro (PL), com 120.199 votos, e Isa Marcondes (Republicanos), com 76.956 votos.

Renovação fica abaixo de 34%

O levantamento da Câmara considera renovação o percentual de deputados eleitos que nunca exerceram mandato federal. Por esse critério, 33,72% dos integrantes da próxima legislatura são estreantes. Os 29 ex-deputados que retornam à Casa formam uma terceira categoria, separada dos reeleitos e dos novos parlamentares.

A distinção é importante porque o índice de reeleição não considera apenas quem ocupou uma cadeira como titular durante os quatro anos anteriores. Também entram na conta parlamentares que assumiram temporariamente o mandato como suplentes.

A próxima legislatura começa em fevereiro de 2027 e terá mandato até janeiro de 2031. Até lá, os resultados eleitorais definem a composição da Casa, que será responsável pela análise de projetos de lei, fiscalização do Executivo e votação do Orçamento da União, entre outras atribuições constitucionais.

Com informações da Câmara Federal

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