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Especialistas recomendam atenção ao sono, à alimentação e aos momentos de descanso para ajudar candidatos a enfrentar a maratona de questões

A poucos dias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, os estudantes precisam dividir a atenção entre a revisão dos conteúdos e os cuidados com a saúde. Com mais de 5 milhões de inscritos, a prova exige concentração e resistência física, já que os candidatos enfrentam uma maratona de questões ao longo de várias horas.

Nesse período, manter uma rotina equilibrada pode fazer diferença no desempenho. Sono adequado, alimentação, hidratação e momentos de descanso estão entre as recomendações de especialistas para ajudar os estudantes a chegar ao exame com mais disposição e menos ansiedade.

A gerente pedagógica da Escola da Inteligência, Rafaela Perim, destaca que o Enem deve ser encarado também como uma prova de resistência física. Segundo ela, o funcionamento do cérebro está diretamente relacionado às condições do corpo.

“A gente costuma pensar o Enem como uma prova que usa o nosso cognitivo, mas não podemos esquecer que o cérebro faz parte do nosso corpo. Se ele está cansado, mal alimentado e sem dormir direito, o cérebro também não vai conseguir entregar seu potencial. Cuidar do corpo é tão importante quanto manter a rotina de estudos”, afirma.

Dormir bem ajuda na concentração

Com a proximidade do exame, é comum que os estudantes aumentem as horas de estudo e reduzam o tempo dedicado ao descanso. No entanto, a falta de sono pode prejudicar a concentração e dificultar a recuperação das informações durante a prova.

A coordenadora pedagógica Alessandra Noceti de Lima Camara explica que o cansaço mental pode aumentar as chances de o candidato ter dificuldade para lembrar conteúdos que já estudou.

“O candidato que dorme mal ou que descansa pouco antes de uma avaliação pode ter uma chance maior de ter um ‘branco’, exatamente pelo cansaço mental”, explica.

Além de contribuir para a atenção, o sono tem papel importante na consolidação da memória. É durante o descanso que o cérebro organiza e fixa parte das informações adquiridas ao longo dos estudos.

Outro cuidado é evitar o uso do celular antes de dormir. O excesso de estímulos nesse período pode dificultar o relaxamento e comprometer a qualidade do sono.

Alimentação e hidratação durante a prova

A alimentação também merece atenção nos dias que antecedem o Enem e durante a aplicação do exame. A recomendação é evitar mudanças bruscas na rotina alimentar e priorizar refeições que já façam parte do dia a dia do estudante.

Fazer a prova em jejum não é indicado, pois a falta de alimentação pode prejudicar a concentração e o raciocínio. Por isso, o ideal é comer antes de sair de casa, sem experimentar alimentos diferentes que possam provocar desconforto.

Os candidatos também podem preparar um pequeno kit de lanches para levar ao local de prova. Frutas, barras de cereal e chocolates são algumas das opções que podem ajudar a manter a energia durante a avaliação.

A orientação, porém, é consumir esses alimentos com moderação, já que o excesso pode provocar desconforto intestinal e sonolência. Manter a hidratação ao longo da prova também é importante.

Atividade física e momentos de lazer

Mesmo com a rotina de preparação mais intensa, reservar alguns minutos para movimentar o corpo pode ajudar a aliviar a tensão e melhorar o bem-estar.

Alessandra recomenda atividades simples, especialmente para quem não costuma praticar exercícios. Uma caminhada leve e exercícios de alongamento podem contribuir para relaxar a musculatura.

“Para quem é sedentário, uma caminhada pode ajudar. Porém, o principal são os exercícios de alongamento, englobando a coluna lombar e, especialmente, pescoço, costas, braços e ombros. Isso é importante para que a parte superior do corpo também possa estar mais relaxada”, afirma.

Os momentos de lazer e a convivência com familiares e amigos também não devem ser deixados de lado. Segundo a coordenadora, essas interações ajudam a cuidar do equilíbrio emocional dos candidatos durante a preparação.

“As interações familiares e com os amigos são extremamente importantes, principalmente para a questão emocional do candidato.”

O que estudar na reta final?

Na semana que antecede o exame, a recomendação é evitar exageros e não tentar aprender, de última hora, todos os conteúdos que ficaram pendentes.

A coordenadora pedagógica Alessandra orienta que os estudantes concentrem os esforços na revisão de assuntos com os quais já têm mais familiaridade, em vez de passar longas horas tentando dominar temas novos.

“A melhor forma de estudar nesta reta final é se dedicando àquilo com que se tem mais afinidade ou mais facilidade, no sentido de que o que não foi aprendido até o momento, muito possivelmente não será mais. Não há tempo hábil para isso”, afirma.

A orientação é chegar ao dia da prova com o conteúdo revisado, o corpo descansado e a ansiedade sob controle. Mais do que aumentar as horas de estudo, a reta final exige organização para preservar a disposição física e mental dos candidatos.

Com informações da Agência Brasil

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