Balanço do primeiro turno aponta 49 inquéritos e 100 termos circunstanciados; compra de votos está entre principais crimes investigados
A Polícia Federal instaurou 49 inquéritos e registrou 100 termos circunstanciados de ocorrência relacionados a crimes eleitorais até as 23h59 de domingo (4), data do primeiro turno das eleições de 2026. No período, 204 pessoas foram conduzidas e R$ 2,85 milhões em bens e valores foram apreendidos.
Do total apreendido, R$ 520.497,50 estavam em dinheiro vivo. Os demais valores correspondem a bens e outros recursos recolhidos durante as ações da PF. A corporação ressalva que os números são preliminares e ainda passarão por validação.
Entre os crimes investigados estão propaganda eleitoral irregular e corrupção eleitoral, especialmente casos de compra de votos.
As ocorrências que integram o balanço foram registradas em 24 unidades da Federação, incluindo o Distrito Federal. A atuação da PF ocorreu em diferentes regiões do país para prevenir e investigar crimes de competência da Justiça Eleitoral.
Mais de R$ 47 milhões apreendidos no ano
Considerando todas as ações realizadas ao longo de 2026 até o primeiro turno, a Polícia Federal informou ter instaurado 1.337 inquéritos relacionados a crimes eleitorais.
O valor total de bens apreendidos em operações ligadas a esses crimes ultrapassou R$ 47,5 milhões. Desse montante, aproximadamente R$ 31 milhões correspondem a dinheiro em espécie.
Os números abrangem ocorrências e investigações registradas ao longo do ano, e não apenas as ações realizadas no fim de semana da votação.
Segundo a PF, os dados são dinâmicos e podem ser alterados à medida que novas ocorrências sejam registradas, investigações avancem e os sistemas da instituição sejam atualizados.
Compra de votos está entre os crimes investigados
A corrupção eleitoral, que inclui a compra de votos, aparece entre os principais crimes apurados pela Polícia Federal durante o processo eleitoral.
A prática ocorre quando alguém oferece, promete ou entrega vantagem ao eleitor em troca de voto. A legislação eleitoral também prevê punições para quem solicita ou recebe vantagem com essa finalidade.
Outro crime recorrente no balanço é a propaganda eleitoral irregular, que reúne diferentes condutas proibidas pela legislação durante o período eleitoral e no dia da votação.
A PF atua em conjunto com outras instituições na apuração das ocorrências e no cumprimento de medidas determinadas pela Justiça Eleitoral.
Atuação ocorreu em todo o país
As ocorrências contabilizadas no balanço foram registradas na Bahia, Rio de Janeiro, Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Minas Gerais, Sergipe, Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Maranhão, Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraíba, Santa Catarina, Piauí, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte e Tocantins, além do Distrito Federal.
A atuação da Polícia Federal durante as eleições inclui ações preventivas, recebimento de denúncias, investigação de suspeitas de crimes eleitorais e cumprimento de medidas judiciais.
O objetivo é impedir práticas que possam interferir na liberdade de escolha do eleitor ou comprometer a regularidade da votação.
Números ainda podem mudar
A Polícia Federal destacou que o balanço divulgado considera os registros feitos até as 23h59 de domingo. Por isso, os números não representam necessariamente o resultado definitivo das investigações relacionadas ao primeiro turno.
Novas ocorrências podem ser incorporadas posteriormente, assim como valores apreendidos podem sofrer alterações após a conferência e validação dos materiais recolhidos.
A corporação mantém um painel público para acompanhar a atuação contra crimes eleitorais e a atualização dos dados ao longo do processo eleitoral.
Com informações e imagem da Polícia Federal

















