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Expogrande, show internacional e festas tradicionais elevaram a ocupação da rede hoteleira no segundo trimestre; cidade ganhou dois novos empreendimentos e ultrapassou 11 mil leitos

Os grandes eventos realizados em Campo Grande impulsionaram a ocupação da rede hoteleira e reforçaram o papel do turismo de negócios e de eventos como um dos motores da economia local. Levantamento divulgado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades) mostra que a taxa média de ocupação dos hotéis voltou a crescer no segundo trimestre de 2026, acompanhando o calendário de feiras, shows e festividades da capital.

De acordo com o Boletim Trimestral da Dinâmica da Ocupação Hoteleira, elaborado pelo Observatório de Turismo da Semades, a ocupação média foi de 53,48% em abril, recuou para 50,56% em maio, quando houve menor volume de eventos, e alcançou 56,39% em junho, impulsionada pela retomada da agenda cultural e de negócios.

O maior pico ocorreu em 9 de abril, data do show da banda Guns N’ Roses, quando a ocupação dos hotéis chegou a 85,52%, um dos maiores índices registrados neste ano. O desempenho também foi influenciado pela realização da Expogrande, principal feira agropecuária de Mato Grosso do Sul, que reuniu mais de 130 mil visitantes durante sua programação.

Em junho, o setor voltou a ganhar fôlego com o Arraial de Santo Antônio, tradicional festa da capital, que reuniu cerca de 15 mil pessoas e contribuiu para elevar novamente a demanda por hospedagem. Segundo o levantamento, o comportamento dos índices demonstra uma relação direta entre a realização de grandes eventos e o fluxo de visitantes na cidade.

Rede hoteleira cresce

Além do aumento da ocupação, Campo Grande ampliou sua estrutura para receber turistas. Entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano, o município passou de 75 para 77 meios de hospedagem, enquanto o número de unidades habitacionais cresceu de 4.078 para 4.405.

A capacidade de atendimento também aumentou. A oferta de leitos subiu de 10.508 para 11.210, resultado da inauguração de dois novos empreendimentos hoteleiros. Em comparação com o levantamento realizado em 2025, a expansão é ainda mais expressiva: há pouco mais de um ano, a capital contabilizava 71 hotéis, 3.889 unidades habitacionais e 9.218 leitos.

A expansão da infraestrutura acompanha a estratégia do município de consolidar Campo Grande como destino para eventos corporativos, congressos, feiras e atrações culturais, segmento considerado um dos principais geradores de receitas para o setor de serviços.

Efeito sobre a economia

Para o secretário municipal da Semades, Ademar Silva Junior, cada grande evento gera impactos que vão além da hotelaria.

“Cada grande feira, congresso ou show movimenta toda a cadeia econômica, gerando oportunidades para hotéis, restaurantes e comércio. Nosso compromisso é continuar fortalecendo políticas que ampliem a capacidade da cidade de receber visitantes”, afirmou.

O turismo de eventos é considerado estratégico porque amplia a circulação de visitantes em períodos específicos do ano e gera reflexos em segmentos como alimentação, transporte por aplicativo, comércio, bares, serviços e entretenimento.

Os números do segundo trimestre reforçam uma tendência observada ao longo de 2026. No primeiro trimestre, a realização da COP15 e do exercício internacional Cooperación XI já havia elevado a ocupação hoteleira para 61,7% em março, mostrando que grandes encontros nacionais e internacionais têm sido decisivos para manter o setor aquecido na capital.

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