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Tenho pensado muito sobre uma pergunta nos últimos meses: como será o Mato Grosso do Sul daqui a 30 anos?

Não apenas em números de crescimento, novos investimentos ou empresas chegando. Mas nas cidades em que vamos viver, nos bairros que serão construídos, na mobilidade, nos espaços urbanos, nos empreendimentos que vão surgir e, principalmente, nas decisões que estamos tomando hoje e que vão definir o Estado das próximas décadas.

Mato Grosso do Sul vive um momento de transformação. Novos investimentos, expansão industrial, crescimento do agronegócio, avanço da infraestrutura, novos empreendimentos imobiliários e a chegada de empresas de diferentes setores estão mudando a dinâmica econômica e urbana do Estado.

Campo Grande e outros municípios sul-mato-grossenses já sentem os efeitos desse movimento.

Mas existe uma diferença importante entre crescimento e desenvolvimento.

Crescer significa produzir mais, movimentar mais recursos, atrair investimentos e ampliar mercados. Desenvolver, por outro lado, exige planejamento. Significa pensar em como esse crescimento vai impactar as pessoas, as cidades e a qualidade de vida das próximas gerações.

E é aí que começam as perguntas mais importantes.

Que cidades queremos construir?

Como vamos equilibrar expansão imobiliária, infraestrutura, mobilidade, sustentabilidade e qualidade de vida?

Como preparar nossos municípios para uma população maior e para uma economia cada vez mais dinâmica?

Que tipo de arquitetura e urbanismo queremos para os próximos anos?

Como o mercado imobiliário pode acompanhar o crescimento sem simplesmente ocupar novos espaços, mas ajudando a construir cidades melhores?

E, principalmente: quem está tomando as decisões que vão desenhar o Mato Grosso do Sul dos próximos 30 anos?

Nenhuma dessas perguntas pode ser respondida por uma única área.

Arquitetos precisam conversar com empresários. Engenheiros precisam dialogar com o mercado imobiliário. O setor público precisa estar conectado às necessidades de quem empreende e de quem vive nas cidades. E os investidores precisam compreender que seus projetos também ajudam a definir o futuro dos territórios onde estão inseridos.

Porque tudo está conectado.

Quando uma nova indústria chega, ela movimenta a construção civil, gera empregos e aumenta a demanda por serviços e infraestrutura.

Quando novos bairros surgem, muda a dinâmica do comércio, da mobilidade e da prestação de serviços.

Quando uma rodovia ou uma nova estrutura logística avança, novas oportunidades aparecem.

Quando uma cidade cresce, surgem novas necessidades e também novos negócios.

O desenvolvimento de um estado não acontece em setores isolados. Ele é resultado de uma grande rede de decisões. Por isso, acredito que precisamos olhar para Mato Grosso do Sul não apenas como um estado que está crescendo, mas como um território que está sendo construído.

E construir exige visão de longo prazo.

Exige pensar além do próximo empreendimento, do próximo investimento ou do próximo resultado.

Exige perguntar que legado estamos deixando.

Essa reflexão também tem muito a ver com o que fazemos no Café com Negócios.

Ao longo das edições, colocamos empresários, executivos e especialistas para discutir temas que impactam diretamente o ambiente de negócios. Falamos sobre tecnologia, vendas, saúde, franquias, liderança, inovação e comportamento.

Agora, queremos ampliar essa conversa.

Porque antes de falar sobre os negócios que teremos daqui a 30 anos, precisamos falar sobre o estado em que esses negócios estarão inseridos.

Quem está projetando nossas cidades?

Quem está construindo?

Quem está investindo?

Quem está desenvolvendo novos bairros, empreendimentos e soluções?

E quais são as escolhas que estamos fazendo hoje?

É a partir dessas perguntas que nasce a próxima edição do Café com Negócios.

No dia 18 de agosto, no Bosque Expo, em Campo Grande, vamos reunir profissionais que estão diretamente envolvidos nessa transformação para discutir “Arquitetura + Construção + Mercado Imobiliário do MS: quem está construindo o Mato Grosso do Sul dos próximos 30 anos?”

Estarão conosco Paulo Sérgio Niemeyer, arquiteto, urbanista e designer; Valéria Gabas, diretora de Unidade de Negócio do Grupo Plaenge em Campo Grande; Renato Perez, fundador da Perez Imóveis e presidente do Secovi-MS; Bruno Alessio, sócio e diretor da Soldamaq; e Thiago Nantes, diretor executivo da Financial Empreendimentos e da Evive Urbanismo.

Profissionais que enxergam esse movimento por perspectivas diferentes, mas que têm algo em comum: estão participando ativamente da transformação de Mato Grosso do Sul.

Mais do que uma manhã de palestras, queremos criar um espaço para discutir o que está acontecendo agora e, principalmente, aquilo que ainda está por vir.

Porque talvez a pergunta mais importante não seja apenas como será o Mato Grosso do Sul daqui a 30 anos.

Mas: que Mato Grosso do Sul estamos construindo hoje?

É essa conversa que vamos ter no dia 18 de agosto.

Nos vemos no Café com Negócios. Dia 18 de agosto, às 8h, no Bosque Expo, Shopping Bosque dos Ipês. Até lá!

Os artigos publicados são de responsabilidade dos colunistas e não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Total News

Foto de Dijan de Barros

Dijan de Barros

Empreendedor, especialista em gestão e marketing, apresentador, palestrante, TEDxOrganizer, fundador do Café com Negócios | @dijanbarros

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