Doce de leite, chantilly e mais de meia tonelada de massa serão usados na receita que será distribuída após o desfile de 26 de agosto
Campo Grande vai ganhar um bolo de aniversário que está longe de ser uma sobremesa comum. Para celebrar os 127 anos da capital, no dia 26 de agosto, serão necessários cerca de 1,4 mil ovos, mais de 60 quilos de farinha, quase 60 quilos de açúcar e aproximadamente 160 quilos de doce de leite.
Quando estiver pronto, o bolo deverá ultrapassar 800 quilos e terá nada menos que 32 metros de extensão. A produção é realizada pelo Sistema Comércio MS, por meio da estrutura e da equipe de Gastronomia do Senac MS.
O tamanho da receita impressiona até quando os ingredientes são colocados na balança. Somente as massas devem somar mais de 540 quilos, com aproximadamente 10 centímetros de altura. Depois de receber recheio e cobertura, o peso final passará dos 800 quilos.
E não será apenas um bolo gigante. A sobremesa será montada no formato do letreiro “Campo Grande 127 Anos”. Cada letra terá cerca de um metro de largura por 1,20 metro de altura.
Uma receita que virou operação industrial
Para chegar ao resultado, a equipe precisou tratar a produção como um verdadeiro projeto de engenharia gastronômica.
Antes de ligar os fornos, foi necessário calcular o tamanho de cada letra, definir a quantidade de massa para cada módulo e desenvolver uma ficha técnica para garantir que todas as partes tivessem o mesmo padrão.
A professora de Gastronomia do Senac MS, Patrícia Grim, explica que o desafio foi transformar uma receita convencional em uma produção de grande escala.
Segundo ela, a equipe começou pelo desenho das letras e pela avaliação de como os bolos poderiam ser produzidos dentro da unidade do Senac. A partir desses cálculos, foi definida uma ficha técnica para padronizar toda a produção.
O resultado é uma lista de compras que impressiona: 1,4 mil ovos, mais de 60 quilos de farinha, quase 60 quilos de açúcar e 160 quilos de doce de leite.
Por que tanto doce de leite?
A escolha do recheio não foi feita apenas pelo sabor.
Em um bolo desse tamanho, o recheio precisa ser capaz de sustentar a estrutura durante a montagem, o transporte e a distribuição. Por isso, a equipe optou pelo doce de leite e descartou opções consideradas mais sensíveis.
A cobertura será feita com chantilly, mas a finalização ocorrerá somente próxima da apresentação do bolo.
Antes disso, os módulos serão produzidos, recheados e preparados separadamente. Só depois todas as peças serão reunidas para formar o gigantesco letreiro.
São 11 dias de produção e 16 horas só para montar
O aniversário de Campo Grande pode durar um dia, mas o bolo começou a ser preparado bem antes.
O cronograma prevê cerca de 11 dias de trabalho entre produção das massas, recheios e outras etapas. Já a montagem do letreiro deverá consumir aproximadamente 16 horas, distribuídas em dois dias.
A dimensão do projeto também surpreendeu a própria equipe.
“Quando chegamos aos números e vimos que precisaríamos de cerca de 1,4 mil ovos e de todas essas quantidades de ingredientes, nós também ficamos surpresos. É muita coisa”, conta Patrícia.
Bolo gigante também exige cuidado gigante
Apesar do caráter festivo, a produção segue procedimentos de segurança alimentar.
A equipe fará a coleta de amostras de cada lote produzido. O material será identificado e armazenado conforme os protocolos de segurança, permitindo rastrear a produção caso seja necessário.
O transporte também será realizado em condições adequadas para preservar o alimento. No local da distribuição, o bolo ficará protegido do sol e de possíveis contaminantes.
A manipulação será feita por profissionais uniformizados e paramentados.
O bolo será servido no dia 26 de agosto, após o desfile cívico em comemoração aos 127 anos de Campo Grande.
A iniciativa reúne Fecomércio MS, Sesc MS, Senac MS, Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio (IPF) e sindicatos empresariais.
Com informações e imagem da Fecomércio


















