Campo Grande tem empresários, empresas e profissionais capazes de produzir muita coisa relevante. O que ainda falta, na minha opinião, são mais ambientes para essas pessoas se encontrarem, trocarem experiências e discutirem para onde o mercado está indo.
É por isso que observo com interesse a segunda edição do Maximize Summit, que acontece nos dias 24 e 25 de setembro, no Bosque Expo.
O evento chega com mais de 20 horas de conteúdo e nomes como Gilberto Augusto, Dennis Nakamura, Janguiê Diniz, Marcelo Germano, Kenneth Corrêa, Tony Ventura, José Charbel, Anderson Miguel e Firmino Cortada. A programação também aborda temas que considero fundamentais para qualquer empresa hoje: inteligência artificial, inovação, liderança, gestão, marketing, vendas e produtividade.
Mas, sinceramente, não é a lista de palestrantes que mais me chama atenção.
É a proposta.
Tenho visto muitos eventos empresariais apostarem em grandes nomes e frases de efeito. Na minha opinião, o empresário já está procurando outra coisa: conteúdo que possa ser aplicado e conexões que possam gerar oportunidades reais.
Nesse aspecto, o Maximize parece estar olhando na direção certa.
Outro ponto que considero acertado é a decisão de oferecer entrada gratuita. Isso amplia o acesso e permite que diferentes públicos participem das discussões. Ao mesmo tempo, o evento mantém experiências específicas de relacionamento, como o jantar empresarial e encontros de networking.
Agora, existe um desafio.
Um grande evento não se mede apenas pelo público ou pela quantidade de palestrantes. Na minha análise, o verdadeiro resultado aparece depois: nas conversas que continuam, nas parcerias que surgem e nas decisões que mudam dentro das empresas.
A primeira edição, em 2023, reuniu mais de 700 participantes e proporcionou mentorias para 127 empresários e profissionais.
A segunda edição chega maior. E, justamente por isso, também será mais cobrada.
Campo Grande precisa desses ambientes.
Precisamos discutir inteligência artificial, inovação, gestão e novos modelos de negócio não apenas nos grandes centros, mas aqui também.
Por isso, na minha opinião, o Maximize merece ser observado.
Não como mais um evento no calendário, mas como uma oportunidade de colocar Campo Grande dentro da conversa sobre o futuro dos negócios.
E, se conseguir transformar conhecimento em conexões e conexões em negócios, terá feito muito mais do que ocupar dois dias no Bosque Expo.
Terá ajudado a movimentar o ambiente empresarial de Mato Grosso do Sul.













