Boletim Focus mantém estimativa de crescimento de 1,98% para a economia e Selic em 13,75% ao ano
As expectativas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia brasileira permaneceram estáveis para 2026, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central. As projeções para inflação, crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), taxa básica de juros e câmbio não tiveram alterações em relação à semana anterior.
Para 2026, a previsão para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi mantida em 5,02%. A estimativa para o crescimento do PIB também permaneceu em 1,98%.
O mercado manteve ainda a projeção de dólar a R$ 5,20 no fim do próximo ano e a expectativa de que a taxa Selic termine 2026 em 13,75% ao ano.
A previsão para a inflação continua acima da meta contínua perseguida pelo Banco Central. Nesse sistema, adotado desde 2025, a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando a taxa aumenta, o crédito tende a ficar mais caro, o que reduz o consumo e os investimentos e pode ajudar a conter a alta de preços. Por outro lado, juros elevados também podem dificultar o crescimento da atividade econômica.
Projeções para 2027
Para 2027, o Boletim Focus apresentou pequenas mudanças nas estimativas. A projeção para o IPCA passou de 4,22% para 4,24%, enquanto a previsão de crescimento do PIB recuou de 1,52% para 1,50%.
A estimativa para o dólar subiu de R$ 5,28 para R$ 5,29. Já a expectativa para a Selic permaneceu em 12% ao ano.
O PIB representa a soma dos bens e serviços produzidos no país em determinado período e é um dos principais indicadores utilizados para acompanhar o desempenho da economia.
Divulgado semanalmente pelo Banco Central, o Relatório Focus reúne as projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos do país.
Inflação
A inflação oficial perdeu força pelo quarto mês consecutivo e ficou em 0,07% em julho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com o resultado, o IPCA acumula alta de 4,44% em 12 meses, retornando ao intervalo da meta contínua de inflação, fixada em 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
O resultado de julho, portanto, representa uma melhora no acumulado em 12 meses, embora as expectativas do mercado para 2026 ainda indiquem inflação acima do centro da meta.
*Com infomações e imagem da Agência Brasil


















