Movimento foi impulsionado pela expectativa de juros elevados nos Estados Unidos, enquanto investidores acompanharam a queda do petróleo e os sinais da economia americana
O dólar voltou a subir nesta quarta-feira (24) e encerrou o dia no maior valor em quase três meses. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,202, com alta de 0,28%, impulsionada principalmente pelas expectativas de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.
Durante a manhã, o dólar chegou a atingir R$ 5,22. Foi o segundo pregão consecutivo de valorização e o maior nível de fechamento desde 30 de março.
O movimento ocorreu em meio à expectativa dos investidores em relação aos próximos passos do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. O mercado aguarda a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE), principal indicador de inflação acompanhado pela instituição, que pode influenciar as decisões sobre juros nos próximos meses.
A perspectiva de uma política monetária mais restritiva fortaleceu a moeda americana no mercado internacional. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, permaneceu próximo dos maiores níveis em mais de um ano e acumula valorização de cerca de 3% em 2026.
No Brasil, analistas avaliam que a redução da diferença entre as perspectivas de juros dos Estados Unidos e do país diminuiu a atratividade do chamado carry trade, estratégia utilizada por investidores para aproveitar diferenças entre taxas de juros de diferentes economias.
Além das atenções voltadas para a política monetária americana, o mercado acompanhou o cenário geopolítico no Oriente Médio. Sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã e a retomada gradual da circulação de navios pelo Estreito de Ormuz contribuíram para reduzir as preocupações com o abastecimento global de petróleo.
Com isso, a commodity registrou forte queda pelo terceiro pregão consecutivo. O barril do tipo Brent, referência para a Petrobras, caiu 3,81% e fechou cotado a US$ 73,87 para entrega em setembro. Já o petróleo WTI, negociado nos Estados Unidos, recuou 3,92%, encerrando o dia a US$ 70,34 por barril.
A queda levou os preços do petróleo ao menor nível desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã. Segundo analistas, o mercado passou a enxergar menor risco de interrupção da oferta global da commodity, embora continue acompanhando os desdobramentos das negociações diplomáticas na região.
Nos próximos dias, a atenção dos investidores deve permanecer voltada aos indicadores econômicos dos Estados Unidos e às sinalizações do Fed, fatores que seguem influenciando o comportamento do dólar e dos mercados financeiros ao redor do mundo.
*Informações: Agência Brasil





















