Produção nacional chegou a 4,897 milhões de barris de óleo equivalente por dia em 2025, alta de 12,7% em relação ao recorde anterior
A produção brasileira de petróleo e gás natural atingiu 4,897 milhões de barris de óleo equivalente por dia em 2025, o maior volume da série histórica, segundo levantamento divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) nesta quarta-feira (7).
O resultado representa crescimento de 12,7% em relação ao recorde anterior, registrado em 2023, quando a produção chegou a 4,344 milhões de barris de óleo equivalente por dia.
Os dados fazem parte do informe Indicadores de Monitoramento da Política de Exploração & Produção de Petróleo e Gás, elaborado pela EPE, estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia. O estudo também aponta uma mudança no mercado internacional: empresas estatais de petróleo vêm ampliando sua participação nos investimentos em exploração e produção, enquanto grandes companhias privadas reduziram a parcela destinada à busca por novas reservas.
No Brasil, o avanço da produção foi puxado principalmente pelo pré-sal, responsável por 79,63% de todo o petróleo e gás produzido no país, em óleo equivalente, em 2025.
Petróleo cresce quase 12% em um ano
A produção brasileira acumulou 1,376 bilhão de barris de petróleo em 2025, equivalente a uma média de 3,770 milhões de barris por dia. O volume foi 11,97% maior que o registrado em 2024.
Na produção de gás natural, foram extraídos 65,422 bilhões de metros cúbicos durante o ano, ou 179 milhões de metros cúbicos por dia, em média. O resultado representa crescimento de 16,68% em relação a 2024.
Somando petróleo e gás, a produção acumulada chegou a 1,787 bilhão de barris de óleo equivalente, alta de 13,01% em relação ao ano anterior.
O país terminou 2025 com reservas estimadas em 17,488 bilhões de barris de petróleo e 572,752 bilhões de metros cúbicos de gás natural.
Pré-sal mantém papel central
A expansão da produção está diretamente relacionada ao avanço das operações no pré-sal, principalmente em áreas de águas profundas e ultraprofundas.
Segundo a EPE, os projetos de exploração e produção mantiveram trajetória positiva em 2025, impulsionados por novos leilões e pela continuidade dos investimentos no pré-sal.
Entre os movimentos do ano esteve o 5º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, promovido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que colocou novas áreas exploratórias no mercado.
Também avançaram as ofertas de áreas do pré-sal pelo regime de partilha de produção. O 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha ampliou a possibilidade de exploração em áreas consideradas de elevado potencial.
Outro destaque foi o leilão de petróleo da União realizado pela Pré-Sal Petróleo (PPSA), que comercializou cerca de 74,5 milhões de barris, com potencial de arrecadação estimado em aproximadamente R$ 28 bilhões para os cofres públicos ao longo de dois anos.
Petrobras amplia foco em novas reservas
A Petrobras manteve em 2025 a estratégia de recomposição de reservas e expansão seletiva de seu portfólio exploratório. O foco está concentrado principalmente em áreas de águas profundas e ultraprofundas.
A estatal considera o pré-sal o principal vetor de crescimento da produção brasileira, ao mesmo tempo em que a exploração de novas áreas busca garantir a reposição das reservas que serão consumidas nos próximos anos.
O movimento ocorre em um cenário de maior participação de empresas controladas pelos governos nacionais no mercado mundial de petróleo.
Estatais ganham espaço no mercado internacional
O levantamento da EPE aponta que as chamadas NOCs, empresas nacionais de petróleo controladas ou influenciadas pelos governos, aumentaram sua participação nos investimentos globais em exploração e produção ao longo das últimas duas décadas.
De acordo com o estudo, o movimento está associado à adoção de planos estratégicos de longo prazo e ao aumento do apoio financeiro dos governos às próprias empresas de energia.
Enquanto isso, grandes multinacionais privadas, conhecidas como majors, e companhias independentes reduziram de forma significativa os investimentos destinados à descoberta e ao desenvolvimento de novas reservas.
A mudança indica uma alteração na composição dos investimentos do setor. Governos passaram a direcionar mais recursos para suas próprias empresas de energia, enquanto parte das companhias privadas adotou uma postura mais seletiva em novos projetos de exploração.
No caso brasileiro, o modelo combina a atuação de uma empresa estatal, a Petrobras, com a participação de companhias privadas em leilões e projetos de exploração. O pré-sal permanece no centro dessa estratégia por concentrar parcela relevante da produção e das reservas nacionais.
O cenário também reforça o peso econômico e estratégico do petróleo para o país, tanto pela produção em alta quanto pelas receitas geradas pela exploração e comercialização das reservas.
Com informações e imagem do Governo Federal

















