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Número de mortos já ultrapassa 1.400, enquanto a FAB envia o quarto voo com bombeiros e reforça as operações de busca e resgate no país

As buscas por sobreviventes dos terremotos que atingiram a Venezuela chegaram ao quinto dia nesta segunda-feira (29), enquanto o Brasil amplia a missão humanitária no país. No domingo (28), a Força Aérea Brasileira (FAB) enviou um quarto voo com bombeiros para reforçar as operações de resgate na região mais afetada pela tragédia.

A aeronave decolou da Base Aérea de Guarulhos, em São Paulo, transportando 35 bombeiros militares de São Paulo e Minas Gerais até La Guaira, cidade considerada o epicentro dos tremores. Os profissionais se juntam às equipes brasileiras que já atuam na busca por sobreviventes.

Segundo o balanço mais recente das autoridades venezuelanas, o número de mortos já ultrapassa 1.400. Pelo menos 3.150 pessoas ficaram feridas e mais de 12,7 mil tiveram de deixar suas casas. O Itamaraty confirmou a morte de dois brasileiros.

Os terremotos ocorreram na quarta-feira (24). Um tremor de magnitude 7,2 foi registrado a cerca de 160 quilômetros a oeste de Caracas e, menos de um minuto depois, outro de magnitude 7,5 atingiu a mesma região. Desde então, cerca de 20 réplicas foram registradas, provocando desabamentos e danos à infraestrutura da capital venezuelana e de outras cidades.

As equipes de resgate seguem concentradas na chamada “janela de ouro”, período considerado decisivo para encontrar pessoas soterradas com vida. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que o número de vítimas pode chegar a 10 mil.

A missão brasileira é coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), e integra uma força-tarefa internacional de resposta à tragédia.

Desde sexta-feira (26), a FAB já realizou quatro voos humanitários para transportar bombeiros, técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), cães farejadores, hospital de campanha, medicamentos, purificadores de água, equipamentos de salvamento e outros insumos necessários às operações.

As equipes brasileiras estão instaladas em uma base improvisada na região de Los Corales e atuam principalmente em La Guaira, utilizando sensores de movimento, equipamentos capazes de detectar sinais de celulares e cães farejadores para localizar vítimas sob os escombros.

Segundo o diretor do Departamento de Preparação e Socorro da Sedec, Armin Braun, o cenário encontrado pelas equipes é de destruição e falta de serviços básicos. “Estamos em uma verdadeira corrida contra o tempo em um país devastado, sem água, sem energia, com muita gente na rua, fora de suas casas”, afirmou.

Além do envio de ajuda humanitária, o governo brasileiro também repatriou 13 brasileiros que estavam na Venezuela e procuraram a Embaixada do Brasil em Caracas após o fechamento do aeroporto comercial da capital.

A expectativa é que a missão brasileira permaneça no país por pelo menos 30 dias. A primeira equipe enviada saiu do Brasil com previsão inicial de 15 dias de atuação, período que poderá ser prorrogado por mais duas semanas.

Segundo a tenente Olívia, porta-voz do Corpo de Bombeiros de São Paulo, a força-tarefa tem estrutura suficiente para manter as operações durante todo esse período. “Durante um mês, nós temos capacidade plena operacional de trabalhar na Venezuela ininterruptamente”, disse.

Os bombeiros também trabalham na busca por possíveis “bolsões de vida”, espaços que podem se formar entre os escombros e permitir a sobrevivência de vítimas por vários dias. Segundo a corporação, as equipes precisam atuar com cautela para evitar novos desabamentos e utilizam apitos, lanternas e momentos de silêncio para tentar localizar sobreviventes.

A resposta internacional à tragédia reúne equipes de diversos países. Segundo as autoridades venezuelanas, mais de 2.600 equipes de resgate e 137 cães de busca participam das operações. Peru, Paraguai e Estados Unidos também enviaram profissionais e ajuda humanitária para apoiar os trabalhos no país.

*Informações: Agência Brasil e CNN e Imagem: Força Aérea Barsileira/Divulgação

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