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Artigo compartilhado pelo presidente americano aponta avanço da direita na região e classifica a disputa presidencial brasileira de 2026 como um teste para a influência de Washington no continente

As eleições presidenciais de 2026 no Brasil passaram a ocupar lugar de destaque no debate político dos Estados Unidos após o presidente Donald Trump compartilhar um artigo que aponta o pleito brasileiro como um dos principais testes para a estratégia americana na América Latina. O texto, publicado pelo colunista John Gizzi, do veículo conservador Newsmax, relaciona a disputa eleitoral brasileira ao avanço de governos alinhados à direita na região e à tentativa de Washington de ampliar sua influência política no continente.

No artigo, intitulado Trump conquista 8 vitórias em 7 anos na América Latina, Gizzi afirma que o presidente americano vem acumulando vitórias indiretas por meio da eleição de líderes identificados com pautas conservadoras em diferentes países latino-americanos. O colunista cita a recente eleição de Abelardo de la Espriella na Colômbia como mais um exemplo desse movimento e descreve o cenário como um “amplo realinhamento ideológico pró-Trump que está transformando o Hemisfério Ocidental”.

Além da Colômbia, o texto menciona processos eleitorais previstos para 2026 no Peru, Honduras, Bolívia e Chile, além de eleições anteriores em El Salvador, Argentina e Equador, classificadas pelo autor como parte desse avanço político regional. “A tendência pró-Trump começou em 2019 com a eleição de Nayib Bukele em El Salvador e tem se intensificado de forma constante desde então”, escreveu Gizzi.

Apesar de destacar o crescimento de governos conservadores, o artigo afirma que os Estados Unidos ainda enfrentam quatro grandes desafios na América Latina: Venezuela, Cuba, Nicarágua e Brasil. Entre eles, o Brasil é apontado como o caso mais relevante devido ao peso econômico, populacional e político do país na região.

“As atenções agora se voltam para o Brasil, a maior nação da América Latina e a potência política da região. A próxima eleição presidencial poderá se tornar a disputa mais importante do hemisfério”, diz o texto.

Na avaliação do colunista, uma eventual mudança no comando político brasileiro poderia alterar significativamente o cenário regional. “Caso o Brasil venha a se juntar à crescente lista de países que se movem para a direita, o mapa político da América Latina será drasticamente diferente do que era há apenas uma década”, afirma o artigo.

A publicação também menciona que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro estariam se mobilizando em torno do senador Flávio Bolsonaro como alternativa para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na próxima disputa presidencial.

Doutrina Monroe

A visão estratégica defendida por Trump para a América Latina foi detalhada em um documento publicado pela Casa Branca em dezembro de 2025. O texto prevê a aplicação de um chamado “Corolário Trump” à Doutrina Monroe, princípio criado em 1823 e historicamente associado à expansão da influência dos Estados Unidos no continente americano.

Segundo o documento, o governo americano pretende ampliar sua presença em áreas consideradas estratégicas e reduzir a participação de empresas estrangeiras em projetos de infraestrutura na região.

“Após anos de negligência, os Estados Unidos reafirmarão e farão cumprir a Doutrina Monroe para restaurar a proeminência americana no Hemisfério Ocidental e proteger nossa pátria e nosso acesso a regiões-chave em toda a região”, afirma o documento da Casa Branca.

A estratégia reforça o interesse dos Estados Unidos em ampliar sua influência política, econômica e geopolítica na América Latina em um contexto de disputa internacional por investimentos, infraestrutura e alianças estratégicas.

*Informações: Agência Brasil

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