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Uma ofensiva coordenada das forças de segurança pública mobilizou agentes em 14 estados brasileiros na manhã desta quarta-feira (8). Batizada de Operação Força Integrada III, a ação reúne 17 Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos) e tem como alvo organizações criminosas investigadas por tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, homicídios, roubos de cargas e outros crimes.

Ao todo, estão sendo cumpridos 179 mandados de busca e apreensão, 93 mandados de prisão e diversas medidas cautelares autorizadas pelo Poder Judiciário em diferentes regiões do país.

Em Mato Grosso do Sul, a operação ocorre por meio da Operação Mandamus, conduzida pela Ficco de Campo Grande. Segundo as autoridades, foram expedidos três mandados de prisão preventiva contra investigados por envolvimento com o tráfico de drogas e atuação em organização criminosa.

Embora os detalhes da investigação permaneçam sob sigilo, a ação reforça o papel estratégico de Mato Grosso do Sul no combate ao crime organizado, principalmente devido à extensa faixa de fronteira com a Bolívia e o Paraguai, frequentemente utilizada por grupos criminosos para o transporte de drogas e armas.

Campo Grande integra ofensiva nacional

A operação realizada na capital sul-mato-grossense faz parte de uma das maiores ações integradas de combate ao crime organizado realizadas neste ano. O trabalho reúne instituições federais e estaduais em uma estratégia conjunta para desarticular grupos criminosos que atuam dentro e fora dos estados.

A Ficco é coordenada pela Polícia Federal e reúne representantes das polícias Civil, Militar e Penal, além da Polícia Rodoviária Federal, secretarias estaduais de Segurança Pública, guardas municipais e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).

A atuação integrada busca ampliar o compartilhamento de informações de inteligência e aumentar a eficácia das investigações contra organizações criminosas que operam em diferentes regiões do país.

Operações atingem tráfico, lavagem de dinheiro e roubos de carga

Além de Mato Grosso do Sul, a ofensiva ocorreu simultaneamente em estados das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.

Entre as ações de maior impacto está a Operação Coalizão – COP VIII, no Pará, que cumpre 32 mandados de prisão preventiva e 32 mandados de busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa.

Na Paraíba, a Operação Consigliere executa 46 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão preventiva. A investigação apura crimes ligados ao tráfico de drogas e à lavagem de capitais, com diligências também em Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Em Minas Gerais, a Operação Borak mobiliza equipes para cumprir dez mandados de prisão e 17 de busca e apreensão contra suspeitos envolvidos com tráfico de drogas, homicídios e posse ilegal de armas. A Justiça também determinou a retirada de câmeras de vigilância instaladas irregularmente em vias públicas por integrantes da organização investigada.

Já em São Paulo, as operações Desatrela e Argenti Lardum têm como foco associações criminosas especializadas em roubo, furto e receptação de cargas, além do desvio de caminhões.

No Ceará, a Operação Conexão Amazônia investiga um esquema interestadual de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que se estende por quatro estados. A Justiça autorizou buscas, apreensões e bloqueio de patrimônio dos investigados.

Integração nacional mira estruturas financeiras do crime

Além das prisões e buscas, diversas operações incluem medidas de bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens e apreensão de patrimônio supostamente adquirido com recursos provenientes de atividades criminosas.

A estratégia busca atingir não apenas os executores dos crimes, mas também as estruturas financeiras que sustentam as organizações investigadas.

Entre os estados participantes estão Amapá, Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e São Paulo.

Com informações do Governo Federal

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